O mundo é dos vírus (não só do coronavírus)
- Missão Resplandecer

- 14 de abr. de 2020
- 2 min de leitura
Não é só o Sars-CoV-2 que circula pelo Brasil. Conheça as principais doenças provocadas por vírus e como se proteger delas
Por André Biernath Atualizado em 10 abr 2020, 11h24 - Publicado em 10 abr 2020, 10h39

Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE é Vital
Eis um enigma: a ciência ainda não sabe afirmar se os vírus, dotados de uma cápsula e um simples código genético, são uma forma de vida ou uma partícula inerte. Fato é: eles podem causar doenças. E não é só o coronavírus, claro. Apontamos, a seguir, outras ameaças que estão à solta no Brasil.
Influenza (gripe): Só em 2019, o Brasil teve ao menos 888 mortes por gripe. A vacina é a melhor defesa.
Rinovírus, adenovírus e cia.: Existem mais de 200 tipos de vírus que provocam resfriado. O rinovírus responde por 10 a 40% dos casos.
Dengue: 1.544.987 casos prováveis de dengue em 2019 no Brasil.
Zika: 10.768 casos prováveis de zika em 2019 no Brasil.
Chikungunya: 132.205 casos prováveis de chikungunya em 2019 no Brasil.
Febre Amarela: 327 casos suspeitos de febre amarela em 2019 e 2020 no Brasil.
Sarampo: Em 2019, 15 914 casos de sarampo e 15 mortes foram confirmados no país
HIV: 135 mil brasileiros têm o HIV e não sabem.
A descoberta de remédios potentes e eficazes, que deixam a doença sob controle, fez com que o vírus da aids sumisse dos holofotes nos últimos tempos. Mas não deveria ser assim: por trás desse aparente sucesso, há muito a ser feito tanto na prevenção quanto no tratamento. “A epidemia continua preocupante e crescente em gays, transexuais e idosos”, descreve o médico Evaldo Stanislau, da Sociedade Paulista de Infectologia.
Como se prevenir da Aids
A camisinha segue como uma das principais formas de se resguardar.
A PrEP envolve usar fármacos antivirais todos os dias para evitar a infecção.
Já na PEP, o medicamento é dado após a exposição a uma situação de risco.
Fazer testes de HIV com periodicidade ajuda a flagrar o vírus antes dos problemas.
O coquetel antirretroviral reduz drasticamente a carga do vírus no corpo.
Conversas com o médico ajudam a adaptar as estratégias para sua realidade.
HPV: Metade dos brasileiros tem lesões de HPV. Em 38% dos casos, há risco de isso virar um câncer no futuro.
Hepatites: Em 2017, foram registrados 40 198 casos de hepatites virais em nosso país.
Prepare-se para o abecedário: é possível se infectar com os vírus da hepatite dos tipos A, B, C, D e E. Todos eles vão para o fígado, onde protagonizam a destruição das células ao longo de anos ou décadas. Infelizmente, eles continuam muito comuns. “Estima-se que 1 milhão de brasileiros tenham a hepatite B e 700 mil convivam com a C”, calcula o hepatologista Raymundo Paraná, da Universidade Federal da Bahia.
Como se prevenir das hepatites
Existe um imunizante que resguarda contra a hepatite A e outro que bloqueia o tipo B do vírus.
Para evitar a contaminação, especialmente da hepatite C, nunca compartilhe alicates de unha ou seringas.
Algumas das hepatites também são transmitidas durante o sexo. O preservativo é crucial.
Rotavírus e cia.: As infecções intestinais provocam de 2 a 3 milhões de mortes por ano no mundo.
Fonte: VEJA | Leia a íntegra em: https://saude.abril.com.br/medicina/o-mundo-e-dos-virus-nao-so-do-coronavirus/

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